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  • Foto do escritorGUSTAVO DIAS

E agora? Quem será o líder de fato da direita brasileira?

Após a cerimônia simbólica de sepultamento de Bolsonaro e dos bolsonaristas ocorrida em Brasília na tarde de ontem, domingo (8), o momento de vácuo permite o posicionamento de novos líderes à direita. Entre todos eles, quem despontará?



A saída de Bolsonaro do Brasil não abriu espaço somente para que o presidente em exercício, General Hamilton Mourão, fizesse uma importante declaração em rede aberta de televisão em 31 de dezembro. Além do atual senador pelo Rio Grande do Sul, outras figuras importantes orbitam o espectro mais à direita e são fortes candidatos para sua liderança.


Aquele que será identificado como um novo líder do campo conservador/liberal será escolhido a partir dos próximos passos dados. Na perspectiva comunicacional, acredito que as assessorias de cada um dos políticos em questão estão trabalhando muito para direcionar suas ações. Cada atitude, declaração e ato precisa, agora, ser estudado meticulosamente.


Convocada pelo presidente Lula, uma reunião de emergência entre os governadores de estado deve ocorrer ainda hoje em Brasília. Este ato de apoio à democracia, mas também, antes de tudo, um ato republicano em apoio às instituições será motivo de holofotes. Por isso, deve ser identificado como uma excelente oportunidade de posicionamento.


Comandantes dos três poderes se reúnem em Brasília após os atos de 8 de janeiro.

A opinião pública, a partir de agora, separará aqueles que tem posições republicanas dos golpistas infiltrados. Participar da reunião convocada pelo pelo presidente da república poderá ser a primeira exigência de sinalização em favor da democracia para aqueles que pretender ser os novos líderes à direita.


Outra distinção que parece ser cada vez mais importante é aquela entre conservadores e liberais, ambos localizados à direita. É preciso lembrar que a maior parte deste público não é reacionário e, especialmente, não apoia os atos golpistas.


Ao passo em que os primeiros estão muito mais preocupados com as pautas dos costumes e, por isso, podem enxergar liderança em Tarcísio ou Mourão - em função da proximidade com o ex-presidente Bolsonaro, os segundos estão mais preocupados com as liberdades individuais e posições relacionadas à economia. Nesse aspecto, torna-se cada vez mais fundamental, a adoção de narrativas, discursos e posicionamentos mais programáticos.

Como assessor de comunicação de qualquer um dos três, investiria todas as minhas forças na construção desta imagem.


Sobre a sucessão de Bolsonaro na liderança à direita, faço minha aposta: Estará bem à frente aquele que comparecer, de maneira firme e com um posicionamento altivo, à reunião convocada por Lula, em Brasília, na tarde de hoje.

 


Gustavo Dias


Mestre em Comunicação Social e Bacharel em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais. Pesquisador do Grupo de Imagem e Sociabilidade da UFMG. Escreve sobre política, suas estratégias e comunicação.



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